Efeito caixa: espaços revestidos do piso ao teto são tendência

O estilo que faz uso de um único acabamento aparece em diversos ambientes na principal mostra de arquitetura, design de interiores e paisagismo do país.


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Teto e paredes ostentam tonalidade uniforme para encaixotar sobretudo o piano no Lounge do Pianista, trecho do restaurante Badebec, do escritório 242 Studio. “Usamos neste ponto um tom acetinado (Coral, ref. Águas Calmas) levemente mais escuro do que o aplicado no restante do ambiente. A ideia era demarcar um espaço íntimo, de 25 m2, aproveitando o pé-direito mais baixo ali”, esclarece a arquiteta Patrizia Genovese. No acabamento, o pórtico verde-azulado ganhou marcantes rodapés brancos. (Divulgação//Efeito caixa: espaços revestidos do piso ao teto são tendência/Luis Gomes)


Ambientes com parede, teto e piso revestidos com o mesmo material aparecem como tendência entre os projetos da mostra Casa Cor São Paulo 2017. Veja a seguir uma seleção de diferentes ideias com esse mesmo intento: profundidade visual e jogo de planos.


1. Mix de volumes

O bloco central revestido com um mosaico de três mármores diferentes (da NPK com execução da DMX2) rouba a cena no Loft Romanov, projeto assinado pelo Suite Arquitetos como proposta de releitura contemporânea dos palácios russos.


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(Divulgação/Luis Gomes)


O módulo de 7,50 metros quadrados que abriga o banheiro vale como divisória para o ambiente maior, com acabamento de carvalho europeu (Parket) do piso ao forro – a madeira emoldura o estar, produzindo a percepção de caixa dentro da caixa.

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(Divulgação/Luis Gomes)

“Essa brincadeira cria uma sensação interessante de volumetria, propiciando diferentes noções de espaço”, define a arquiteta Daniela Frugiuele, uma das autoras e integrante do escritório.


2. Surpresa escondida

O Loft do Viajante, ambiente do arquiteto Maicon Antoniolli, se organiza em torno do bloco do closet, de 3,70 metros quadrados.


“Pensando numa espécie de percurso, o volume é descoberto aos poucos, o que enriquece o projeto e surpreende. A própria cor está no limite entre o verde e o preto, só se revelando quando iluminada pelos spots”, explica Maicon.

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(Divulgação/Luis Gomes)


Como o pé-direito no lugar é baixo, a caixa de 2 metros de altura feita com chapas de MDF não alcança o teto a fim de aumentar a sensação de amplitude. No acabamento externo foram aplicadas ripas de 1,5 centímetros de largura.


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(Divulgação/Luis Gomes)




Depois, esse lambri recebeu esmalte acetinado à base d’água (no lado de fora, Coral, ref. Floresta Negra, na parte interna, Coral, ref. Natureza Real, tonalidade um pouco mais clara).


Veja mais projetos na galeria a seguir!

Ponto alto do Loft do Designer, a área molhada de 4,50 m² do banheiro exibe parede, teto e piso com ripas de pínus (Core), madeira tratada quimicamente para tornar-se mais durável, mesmo se exposta ao ar livre. “A ideia da caixa foi destacar o espaço de banho e delimitá-lo em relação ao trecho seco, ressaltando o material utilizado”, explica a arquiteta Adriana Helu, do Triplex Arquitetura, escritório responsável pelo projeto, de inspiração escandinava. A ausência de porta e a divisória lateral de vidro temperado de 12 mm (Casa dos Vidros) reforçam a integração. Banheira de peroba executada pela Cubo Marcenaria e torneira de piso da Deca.

(Divulgação/Luis Gomes)

A proposta de despertar sensações de continuidade e amplitude encontrou solução na caixa com divisórias e forro revestidos de carvalho americano. Criação do Studio 011, o Loft SP é inteiramente visualizado logo da entrada. “Com o propósito de contrastar com o tom amarelado da madeira e enriquecer a gama de texturas, o paredão lateral do home teather recebeu uma mistura que simula granilite. Já no piso,usamos placas cimentícias [Concresteel] também em cinza”, diz a arquiteta e autora Giulliana Savioli.

(Divulgação/Luis Gomes)


Uma escultura moderna e de grandes dimensões inserida num espaço rústico. É desse modo que a dupla formada pelo arquiteto Olegario de Sá e pelo designer de interiores Gil Cioni define o cubo espelhado que fica entre as áreas íntima  e social do ambiente Casa da Mata. A caixa de 6 m² e 2,40 m de altura onde foi abrigado o banheiro está instalada abaixo do forro (execução da Silvestre Vidros com espelhos bronze da Guardian, eleitos pelos profissionais pela tonalidade mais discreta). O reflexo no bloco contemporâneo dos materiais naturais brutos empregados do lado de fora produz a percepção de um projeto dentro de outro. “A tendência de interpor volumes é uma busca pelo inusitado”, define Olegario.

(Divulgação/Luis Gomes)



1/3 Ponto alto do Loft do Designer, a área molhada de 4,50 m² do banheiro exibe parede, teto e piso com ripas de pínus (Core), madeira tratada quimicamente para tornar-se mais durável, mesmo se exposta ao ar livre. “A ideia da caixa foi destacar o espaço de banho e delimitá-lo em relação ao trecho seco, ressaltando o material utilizado”, explica a arquiteta Adriana Helu, do Triplex Arquitetura, escritório responsável pelo projeto, de inspiração escandinava. A ausência de porta e a divisória lateral de vidro temperado de 12 mm (Casa dos Vidros) reforçam a integração. Banheira de peroba executada pela Cubo Marcenaria e torneira de piso da Deca. (Divulgação/Luis Gomes)




Por Deborah Apsan (visual) e Renato Bianchi (texto) em 14 jul 2017, 18h03 - Publicado em 14 jul 2017, 17h22

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